Acrelândia: o que explica os números das urnas e o desempenho de Fábio Rueda e Mailza em Crelandia?
Resultado eleitoral acende o debate sobre a força política do atual prefeito, o desempenho da governadora e as escolhas feitas por Olavinho Boiadeiro
Da Redação | 02/10/2026
A que ponto chegou a corte brasileira uma vergonha mundial (Foto divulgação)
A menos de três horas do último
debate presidencial do primeiro turno, duas decisões individuais mudaram as
regras do jogo. No TSE, a ministra Estela Aranha proibiu a Globo de exibir em
destaque o púlpito vazio de Lula e de dirigir perguntas ao candidato ausente.
No STF, Gilmar Mendes mandou incluir Renan Santos, do Missão, no lugar deixado
pelo petista. Logo depois, Flávio Bolsonaro desistiu de participar, alegando
censura imposta pelo TSE.
A primeira decisão protege
diretamente o candidato que fugiu do confronto. A ministra argumentou que a
participação em debates é facultativa e que a cadeira vazia funcionaria como
pressão indevida. Estela Aranha foi secretária de Direitos Digitais e assessora
especial de Flávio Dino no Ministério da Justiça, e chegou ao TSE em agosto de
2025 por nomeação de Lula. Às vésperas da eleição, quem integrou a equipe do
governo decidiu, sozinha, poupar o presidente-candidato do constrangimento que
ele mesmo escolheu.
A segunda decisão reverteu o
resultado que Renan havia obtido em duas instâncias. Kassio Nunes Marques,
presidente do TSE, negou o pedido, e Cármen Lúcia rejeitou a ação no Supremo
por considerá-la o instrumento inadequado. Gilmar entendeu que o candidato
cumpria os critérios da própria emissora e determinou sua presença com tempo e
posição iguais aos dos demais. Em pouco mais de um dia, o mesmo pedido foi
negado, barrado e, por fim, concedido.
O resultado é um debate sem os
dois candidatos que lideram as pesquisas, montado por despacho judicial e não
pelas regras pactuadas entre emissora e partidos. Quando juízes decidem quem
aparece, como aparece e o que pode ser mostrado ao eleitor a três dias da
votação, o Judiciário deixa de arbitrar a disputa e passa a participar dela.
Nesses dois dias que restam o
eleitor precisa acordar e eleger a maioria de senadores de direita, ou o
judiciaria passa a governar, o rumo das regras da justiça no Brasil tomou rumos
estranho, pela a forma como a justiça está agindo os ministros da justiça
poderá ter a coragem de anular as eleições se Flavio ganhar no próximo domingo
que vergonha justiça brasileira.