Moraes recua e nega visita de assessor de Trump a Bolsonaro. Sinais de isolamento no Supremo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes mudou sua decisão anterior e negou, na última quinta-feira (12), a visita do assessor do departamento de Estado do governo dos Estados Unidos Darren Beattie

13/03/2026

Moraes recua e nega visita de assessor de Trump a Bolsonaro. Sinais de isolamento no Supremo

((Foto: Antonio Augusto/STF))

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes mudou sua decisão anterior e negou, na última quinta-feira (12), a visita do assessor do departamento de Estado do governo dos Estados Unidos Darren Beattie ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Silêncio no Supremo. Sinais de isolamento e crescente desconforto interno marcam os bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF) em meio às polêmicas envolvendo os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes no caso do Banco Master e de Daniel Vorcaro. Especialistas ouvidos pela Gazeta, no entanto, avaliam que a "rede de proteção" dos magistrados não ruiu.

Plenário virtual. Começa nesta sexta-feira (13), no STF, o julgamento que vai referendar ou reverter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, decretada pelo ministro André Mendonça. O julgamento na Segunda Turma ocorrerá de forma remota, sem debates, mas com resultado que deve influenciar o futuro do Caso Master. Entenda o que esperar do julgamento que pode tirar Vorcaro da prisão.

Opinião do Radar News Diário

A CPI do Master e a omissão de Zanin. A CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados, pelo jeito, continuará esperando que Hugo Motta saia da ressaca moral causada pelo caríssimo uísque escocês degustado ao lado de Daniel Vorcaro e outras autoridades dos três poderes da República, quase dois anos atrás. O ministro do STF Cristiano Zanin rejeitou um pedido que pleiteava uma ordem judicial para que Motta instalasse a comissão. Zanin alegou que esta é uma questão interna do Poder Legislativo. À primeira vista, o argumento de Zanin parece sensato. Mas apenas à primeira vista.

“Se as condições constitucionais para a abertura de uma CPI estão cumpridas, se o presidente da Câmara não tem a prerrogativa legal de se recusar a instalar uma comissão, o STF poderia, sim, ordenar a abertura”