Por: Edilberto Araújo | 23/05/2026
O trem está louco no Acre (Foto: Neto Lucena/Secom)
A governadora do Acre, Mailza
Assis, afirmou em podcast estar decepcionada com o senador Flávio Bolsonaro
após a repercussão dos áudios envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do
Banco Master. O caso ganhou força nacional depois da divulgação de gravações
que mostram negociações e cobranças milionárias ligadas ao financiamento de um
filme sobre Jair Bolsonaro.
Mas a declaração de Mailza já
provoca questionamentos nos bastidores políticos acreanos. Críticos perguntam:
se houve decepção com Flávio Bolsonaro por causa dos áudios e da proximidade
com Vorcaro, por que o mesmo discurso não aparece diante das denúncias e
investigações que cercam a gestão do ex-governador Gladson Cameli?
Enquanto a governadora demonstra
decepção com episódios envolvendo aliados nacionais, cresce no Acre a cobrança
por um posicionamento igualmente firme diante das graves denúncias que marcaram
a gestão do ex-governador Gladson Cameli (PP). O ex-chefe do Executivo acreano
já foi alvo de operações, investigações e decisões judiciais relacionadas a
suspeitas de desvios de recursos públicos, contratos milionários e supostos
esquemas dentro da máquina estadual. Para críticos, o silêncio de integrantes
do grupo governista diante de casos que atingem diretamente os cofres públicos
acreanos revela dois pesos e duas medidas no combate à corrupção, alimentando
ainda mais a indignação popular e o desgaste político dentro do estado.
A fala da governadora reacendeu
debates sobre coerência política e seletividade moral dentro do grupo
governista no Acre. Para adversários, o posicionamento contra Flávio soa
contraditório diante do silêncio sobre suspeitas e escândalos locais que também
desgastaram a imagem do governo acreano.
O episódio envolvendo Flávio
Bolsonaro ganhou repercussão nacional após reportagens apontarem negociações
com Daniel Vorcaro e possíveis repasses milionários para produção
cinematográfica ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador negou
irregularidades e afirmou que se tratava apenas de financiamento privado para
um projeto privado.
Nos bastidores, aliados avaliam
que a crise pode respingar diretamente nas articulações do PL para 2026,
inclusive em estados onde o bolsonarismo mantém alianças estratégicas, como no
Acre.
O eleitor acreano precisa saber
escolher seus representantes em 2026, a governadora é conivente com os desvios
do ex-governador, o outro tem processo em sigilo na justiça na justiça por desvios
e fraude e agora só Bocalom e Tor.