Por: Edilberto Araújo | 23/05/2026
E agora como fica Fala Acre (Foto divulgação)
O pré-candidato ao governo do
Acre, Alan Rick, volta a cobrar da governadora obras bem feitas e sem desvios
de recursos públicos, mas carrega no currículo acusações envolvendo supostas
irregularidades em sua própria campanha eleitoral de 2018. Investigações da
Polícia Federal apontaram suspeitas de uso de candidatura laranja e possível
desvio de recursos do fundo eleitoral em benefício de sua campanha.
Alan Rick tenta agora se
apresentar como o político que quer “ouvir o povo” através da plataforma “Fala
Acre”, mas muitos acreanos questionam se alguém cercado por denúncias e
investigações relacionadas ao uso de recursos eleitorais tem autoridade moral para
posar de defensor da transparência. Para críticos, entregar ao pré-candidato o
discurso de combate à corrupção soa como colocar a raposa para pastorear as
galinhas: enquanto cobra ética e fiscalização dos outros, ainda existem
questionamentos sobre fatos do passado que seguem sem respostas claras para a
população acreana.
Segundo reportagens divulgadas à
época, a PF identificou indícios de que recursos destinados a uma candidata do
DEM teriam sido utilizados de forma irregular, favorecendo diretamente a
campanha de Alan Rick, então presidente estadual do partido. O caso ganhou
repercussão nacional após a candidata investigada receber alto volume de
recursos e obter apenas seis votos nas eleições de 2018.
Mesmo diante das suspeitas e
investigações, Alan Rick segue adotando discurso de fiscalização contra a atual
gestão estadual, cobrando transparência e obras sem corrupção. Para adversários
políticos, o parlamentar precisa primeiro esclarecer as acusações que cercam
sua trajetória política antes de posar como defensor da moralidade pública.
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