Condenações por corrupção e o desafio à confiança do eleitor acreano
Debates sobre candidaturas de políticos condenados reacendem discussões sobre a Lei da Ficha Limpa, a confiança nas instituições e a responsabilidade do voto nas eleições de 2026.
Por: Edilberto Araújo | 06/07/2026
Esse é beneficio que rebemos do governo do 9 dedo do PT (Foto divulgação)
Começou hoje (06), às 11h
(horário de Brasília), a audiência pública promovida pelo governo dos Estados
Unidos para discutir a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O
encontro será realizado na Comissão de Comércio Internacional dos EUA, em Washington.
A audiência integra a
investigação conduzida pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos
Estados Unidos) com base na Seção 301 da Lei de Comércio e ocorre antes da
decisão final sobre as tarifas, prevista para 15 de julho. Durante dois dias,
representantes do setor produtivo brasileiro e americano poderão apresentar
argumentos técnicos para tentar reduzir ou evitar a adoção das novas medidas.
O cronograma prevê 14 painéis. Os
primeiros sete serão realizados nesta segunda. Os sete restantes ocorrerão na
terça, também às 11h, no horário de Brasília.
Cada participante terá cinco
minutos para apresentar um resumo executivo em defesa da cadeia produtiva que
representa. O processo também inclui perguntas feitas pelo USTR e respostas das
entidades participantes.
Entre os participantes
confirmados estão o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro
(PL-RJ), que defenderá posição contrária ao tarifaço, além de Andressa Silva,
da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), Marcos Matos, do Conselho
dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), importadores, distribuidores,
federações, câmaras de comércio, consultorias e representantes de outros
setores afetados.
A audiência é a etapa final da
consulta pública aberta pelo USTR. Os pedidos de participação foram encerrados
em 22 de junho, enquanto o prazo para o envio de manifestações por escrito
terminou em 1º de julho.
A investigação americana aponta
supostas práticas comerciais desleais do Brasil e embasa a proposta de tarifa
de 25% sobre as importações brasileiras. Entre os pontos citados estão
políticas relacionadas ao comércio digital, serviços de pagamento eletrônico,
acordos comerciais preferenciais, acesso ao mercado de etanol, combate ao
desmatamento ilegal, medidas anticorrupção e proteção da propriedade
intelectual.
O governo dos EUA também cita
decisões judiciais brasileiras envolvendo redes sociais e aspectos do regime
tributário adotado em acordos internacionais.
O documento prevê exceções para
produtos classificados como de “segurança nacional”, como carne bovina, café,
frutas e nozes, especiarias, petróleo e minérios metálicos.
Segundo o USTR, “certos atos,
políticas e práticas do Brasil relacionados ao comércio digital e serviços de
pagamento eletrônico; tarifas preferenciais desleais; aplicação de medidas
anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de
etanol; e desmatamento ilegal são irrazoáveis e oneram ou restringem o comércio
dos EUA, sendo, portanto, passíveis de ação judicial nos termos da Seção 301(b)
da Lei de Comércio”.