Um Levantamento da Secretaria de Estado de Planejamento do
Acre aponta que o custo total das três cestas básicas (alimentação, limpeza e
higiene) chegou a R$ 682, no último mês de fevereiro de 2026 em Cruzeiro do
Sul, comprometendo 42,1% do salário mínimo de R$ 1.621. Para adquirir os itens,
um trabalhador precisou dedicar 92 horas e 34 minutos de trabalho lamentável para
os cruzeirenses e acreanos.
A cesta alimentar foi a principal responsável pelo peso no
orçamento, com custo de R$ 564,80 e exigindo 76 horas e 39 minutos de trabalho.
Entre os itens, o tomate lidera o impacto, respondendo por 17,2% do total,
seguido por carne (11,07%) e pão (9,95%). Já a cesta de limpeza doméstica somou
R$ 91,08, com destaque para a vassoura de piaçava, que concentra 27,23% do
custo, enquanto a cesta de higiene pessoal ficou em R$ 26,28.
Considerando uma família padrão de cinco pessoas, o gasto
mensal alcança R$ 2.387,56, o equivalente a 1,47 salários mínimos apenas para
itens essenciais. O cenário indica forte compressão da renda, com menos de 60%
do orçamento disponível para despesas como moradia, transporte e saúde.
Na comparação com Rio Branco, o custo total das cestas é
praticamente igual: R$ 681,70 na capital contra R$ 682, em fevereiro em
Cruzeiro do Sul, diferença de apenas 0,96%. Apesar disso, há distinções na
composição: alimentos são mais caros em Rio Branco (R$ 570,27, alta de 2,12% no
mês), enquanto produtos de limpeza e higiene pesam mais no interior, com
variações de até 6,2% e 2,4%, respectivamente.
O tempo de trabalho necessário também é semelhante entre as
duas cidades: 92 horas e 31 minutos em Rio Branco, aumento de 1h40 em relação a
janeiro, e 92h34 no interior. Em ambos os casos, a alimentação consome cerca de
77 horas da jornada mensal, consolidando-se como o principal fator de pressão
sobre o custo de vida no estado.
Esse é o resultado que chega ao trabalhador acreano como
pode dar alimentação de qualidade a família.