Fala acre de Alan Rick, quantas famílias enganadas pelo instituto Léo Moura no Acre?
Que bom que agora tem o fala Acre para tirar as duvidas e denunciar os desmando dos políticos sujos na justiça também parabéns
Por Júlio Noronha | 06/03/2026
((crédito: VashiDonsk/Wikimédia Commons))
Um estudo recente publicado na
revista científica Nature Communications revelou que diferentes tipos de
células, até mesmo as cancerígenas, tem um padrão único de enzimas metabólicas
dentro do núcleo, e que interagem com o DNA. A pesquisa sinaliza para ciência
possíveis novos caminhos para combater o câncer.
Os pesquisadores identificaram
mais de 200 enzimas metabólicas, boa parte delas responsáveis pela produção de
energia nas mitocôndrias, sobre o DNA humano. Essa é a primeira evidência de
que as células humanas têm o que os pesquisadores chamam de "impressão
digital nuclear".
Mesmo que ainda sejam necessários
outros estudos para entender melhor as enzimas, e se elas estão catalisando
reações, ativando ou desativando genes ou até fornecendo suporte estrutural.
Ainda assim, a pesquisa oferece novas pistas sobre como os diferentes tipos de
tumores crescem, se adaptam e resistem ao tratamento.
De acordo com os pesquisadores,
muitas dessas enzimas sintetizam componentes essenciais à vida, e a localização
nuclear delas, está associada ao reparo do DNA. A equipe realizou a descoberta
utilizando um método que isola fisicamente as proteínas ligadas à cromatina,
estado natural do DNA nas células humanas.
“A presença no núcleo pode,
portanto, influenciar diretamente a forma como as células cancerígenas
respondem ao estresse genotóxico, uma característica de muitos tratamentos
quimioterápicos. É um mundo totalmente novo para explorar”, afirmou Sara
Sdelci, principal autora do estudo e pesquisadora do Centro de Regulação
Genômica, no artigo da Nature Communications.
Os pesquisadores também estudaram
outras 44 linhagens de células cancerígenas e 10 de células saudáveis de 10
tecidos diferentes. Tradicionalmente, a ciência acredita que o metabolismo e a
regulação do genoma sejam sistemas conectados ocasionalmente, na maioria das
vezes separados. O que acontece é que o núcleo abriga o genoma enquanto as
enzimas metabólicas geram energia para as células nas mitocôndrias e no
citoplasma.
Quando o estudo revelou que as
enzimas metabólicas parecem ser participantes ativas na biologia nuclear, os
pesquisadores tiveram uma grande surpresa. Eles puderam ver que 7% de todas as
proteínas encontradas ligadas à cromatina eram enzimas metabólicas, o que
mostra que o núcleo das células tem o próprio “mini metabolismo independente”.
O número de enzimas pode variar
de acordo com o tipo do câncer, nas células de câncer de mama, por exemplo,
enzimas de fosforilação oxidativa são comuns, mas ausentes nas células de
câncer de pulmão. Ainda assim, o que os pesquisadores observaram foi um padrão
semelhante entre os tecidos analisados, que demonstraram uma natureza
específica da doença no metabolismo nuclear.
A descoberta traz novas questões
aos estudos e debates sobre o funcionamento dos tratamentos contra os
diferentes tipos de câncer. De acordo com os autores do estudo, a nova pesquisa
é a primeira evidência global de que o núcleo está repleto de enzimas metabólicas.
Para eles, mapear a localização e a função dessas enzimas a longo prazo poderá
ajudar a identificar novos diagnósticos e vulnerabilidades que medicamentos
anticancerígenos podem explorar.