Condenações por corrupção e o desafio à confiança do eleitor acreano
Debates sobre candidaturas de políticos condenados reacendem discussões sobre a Lei da Ficha Limpa, a confiança nas instituições e a responsabilidade do voto nas eleições de 2026.
Por: Edilberto Araújo | 08/07/2026
Cada ano a qualidade da gasolina brasileira perde qualidade pode isso? (Foto: Radar News Diário)
O brasileiro nos próximos anos
vai sentir no bolso o prejuízo dessa mistura de Etanol e ter a pior qualidade
de gasolina do país.
O Conselho Nacional de Política
Energética (CNPE) deve se reunir hoje (08) para anunciar o aumento da mistura
obrigatória de etanol anidro na gasolina, dos atuais 30% para 32%. A mudança,
discutida pelo governo nos últimos meses, busca reduzir os impactos da
oscilação dos preços internacionais do petróleo, mas pode trazer consequências
para parte da frota brasileira.
O aumento da mistura de etanol
pode afetar principalmente veículos mais antigos e modelos sem calibração para
a nova concentração. Nesses casos, há risco de dificuldade nas partidas a frio,
aumento do consumo, perda de potência, falhas no funcionamento e desgaste
prematuro do motor.
O etanol anidro utilizado na
mistura absorve umidade do ambiente e pode levar água ao sistema de
combustível, aumentando o risco de corrosão em peças metálicas e de danos a
componentes que não foram projetados para operar com maior concentração do
biocombustível.
Tanque, bomba de combustível,
tubulações, bicos injetores, pistões, câmara de combustão, vedações e outros
componentes precisam ser compatíveis com a nova mistura. Especialistas defendem
testes para confirmar a durabilidade desses sistemas.
Os efeitos tendem a ser mais
perceptíveis em veículos fabricados há 20 ou 30 anos, equipados com carburador
ou sistemas de injeção eletrônica mais simples, que não conseguem ajustar
automaticamente a proporção de combustível. Já em modelos importados sem
tecnologia flex, a Unidade de Controle Eletrônico (ECU) pode atingir o limite
de compensação, elevando o consumo e reduzindo a eficiência do motor.
A mudança também pode antecipar
manutenções. O etanol pode desprender resíduos acumulados no tanque,
favorecendo o entupimento do filtro de combustível, além de acelerar o desgaste
das velas de ignição quando o motor não foi desenvolvido para operar com maior
teor de etanol.
Como o biocombustível exige maior
volume de combustível para uma combustão eficiente, motores sem calibração
específica podem trabalhar com mistura inadequada, aumentando a carga térmica e
elétrica sobre o sistema de ignição e reduzindo a vida útil de seus
componentes.
A Associação Nacional dos
Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) defende que a mudança seja
precedida por novos testes. A entidade afirma apoiar os biocombustíveis e
reconhecer a importância do etanol para a descarbonização da frota brasileira,
mas considera indispensável validar tecnicamente a nova mistura.
“Nós temos discutido, na verdade,
é que o aumento da mistura deve ser precedido de testes. Esse é o único ponto
da Anfavea”, afirmou o presidente da entidade, Igor Calvet, ao site g1.
Segundo Calvet, as normas
técnicas e os padrões da ABNT exigem ensaios de engenharia capazes de comprovar
que motores, sensores e demais componentes suportam com segurança uma gasolina
contendo 32% de etanol.
A posição foi apresentada em
conjunto com o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos
Automotores (Sindipeças), que considera os testes adicionais uma garantia para
o consumidor. “A gente só queria ter a tranquilidade de que não haverá nenhum
problema”, disse Calvet.
Ele acrescentou que a indústria
automobilística já fabrica veículos compatíveis com biocombustíveis, mas
defende que mudanças na composição dos combustíveis sejam implementadas somente
após a conclusão de avaliações técnicas.