Acre: Um Estado que nem Galinha consegue criar? Desde do início dos governos Vianas

O Acre, um estado com enorme potencial agrícola, terras férteis e recursos naturais abundantes, enfrenta uma realidade que revolta o cidadão

Por: Edilberto Araújo | 16/02/2026

Acre: Um Estado que nem Galinha consegue criar? Desde do início dos governos Vianas

(Foto: Divulgação Embrapa)

O Acre, um estado com enorme potencial agrícola, terras férteis e recursos naturais abundantes, enfrenta uma realidade que revolta o cidadão comum: dificuldade até para fortalecer a produção básica, como a criação de galinhas e a produção de ovos. Em muitos municípios, o ovo que chega à mesa do acreano ainda vem de fora do estado.

Um Decreto assinado pelo o ex-governador do Acre Sebastião Viana em 27/06/2018 Decreto Nº 9.160 com a nova determinação foi publicado na edição do Diário Oficial daquele ano, o Decreto diz que é obrigatória a vacinação contra a doença de Newcastle de todas as aves com finalidade de reprodução e poedeiras no Estado do Acre.

Logico que precisamos cuidar das aves sem dúvidas, o que chama atenção é sobre que nesse decreto, o agricultor do programa agricultura familiar para vender seus produtos de ovos e galinhas tem que pagar GTA das Aves, e com isso fica mais caro e dificulta as vendas.

Ao invés de incentivar os pequenos criadores rurais de aves (galinhas) que já pagam altos impostos na aquisição de insumos e ração para suas pequenas produções, o ex-governador Sebastião Viana (PT), deu mais um duro golpe na categoria na época, já que a partir do Decreto em 2018, serão obrigados a vacinar as aves e em trânsito no estado do Acre, devem estar acompanhadas da Guia de Trânsito Animal (GTA) para vender a produção na cidade.

Essa fragilidade produtiva começou a se consolidar nos governos ligados à família Viana, especialmente nas gestões de Sebastião Viana. Durante anos, o discurso oficial priorizou grandes projetos, sustentabilidade internacional e agendas ambientais, enquanto a produção rural de base foi perdendo espaço, incentivo e competitividade.

O pequeno produtor, que poderia estar abastecendo o mercado local com frango, ovos, suínos e hortaliças, acabou sufocado por burocracia, falta de assistência técnica eficiente e ausência de políticas claras de fortalecimento da agricultura familiar produtiva. O resultado é um estado dependente de produtos vindos de Rondônia, Amazonas e até do Centro-Oeste.

Há quase 9 anos nada mudou por parte dos governos que nada foi feito em melhoria para o agricultor da agricultura familiar, deputados que não tem projeto de melhorias para o homem do campo, agora chega a hora da resposta da população a esses que está no poder que nada fez para mudar essa situação a favor do homem do campo.

É inadmissível que uma região com vocação rural não consiga estruturar uma cadeia produtiva sólida nem mesmo para itens básicos. A falta de planejamento estratégico ao longo das últimas décadas comprometeu a autonomia econômica do Acre e gerou dependência externa até para alimentos simples.

Hoje, o reflexo está nas prateleiras: preços mais altos, menor competitividade e produtores desestimulados. O debate que precisa ser feito é claro: onde falhamos? E principalmente, quem assumirá a responsabilidade por um modelo de desenvolvimento que não consolidou sequer a produção básica do Estado?

O acreano merece mais do que discursos ambientais e promessas de desenvolvimento sustentável no papel. Precisa de políticas públicas que transformem potencial em produção real, renda no campo e autonomia alimentar para a população Acreana. ACORDA POVO.