O Acre, um estado com enorme
potencial agrícola, terras férteis e recursos naturais abundantes, enfrenta uma
realidade que revolta o cidadão comum: dificuldade até para fortalecer a
produção básica, como a criação de galinhas e a produção de ovos. Em muitos
municípios, o ovo que chega à mesa do acreano ainda vem de fora do estado.
Um Decreto assinado pelo o
ex-governador do Acre Sebastião Viana em 27/06/2018 Decreto Nº 9.160 com a nova
determinação foi publicado na edição do Diário Oficial daquele ano, o Decreto diz
que é obrigatória a vacinação contra a doença de Newcastle de todas as aves com
finalidade de reprodução e poedeiras no Estado do Acre.
Logico que precisamos cuidar das
aves sem dúvidas, o que chama atenção é sobre que nesse decreto, o agricultor do
programa agricultura familiar para vender seus produtos de ovos e galinhas tem
que pagar GTA das Aves, e com isso fica mais caro e dificulta as vendas.
Ao invés de incentivar os
pequenos criadores rurais de aves (galinhas) que já pagam altos impostos na
aquisição de insumos e ração para suas pequenas produções, o ex-governador Sebastião
Viana (PT), deu mais um duro golpe na categoria na época, já que a partir do
Decreto em 2018, serão obrigados a vacinar as aves e em trânsito no estado do
Acre, devem estar acompanhadas da Guia de Trânsito Animal (GTA) para vender a
produção na cidade.
Essa fragilidade produtiva
começou a se consolidar nos governos ligados à família Viana, especialmente nas
gestões de Sebastião Viana. Durante anos, o discurso oficial priorizou grandes
projetos, sustentabilidade internacional e agendas ambientais, enquanto a
produção rural de base foi perdendo espaço, incentivo e competitividade.
O pequeno produtor, que poderia
estar abastecendo o mercado local com frango, ovos, suínos e hortaliças, acabou
sufocado por burocracia, falta de assistência técnica eficiente e ausência de
políticas claras de fortalecimento da agricultura familiar produtiva. O
resultado é um estado dependente de produtos vindos de Rondônia, Amazonas e até
do Centro-Oeste.
Há quase 9 anos nada mudou por
parte dos governos que nada foi feito em melhoria para o agricultor da
agricultura familiar, deputados que não tem projeto de melhorias para o homem
do campo, agora chega a hora da resposta da população a esses que está no poder
que nada fez para mudar essa situação a favor do homem do campo.
É inadmissível que uma região com
vocação rural não consiga estruturar uma cadeia produtiva sólida nem mesmo para
itens básicos. A falta de planejamento estratégico ao longo das últimas décadas
comprometeu a autonomia econômica do Acre e gerou dependência externa até para
alimentos simples.
Hoje, o reflexo está nas
prateleiras: preços mais altos, menor competitividade e produtores
desestimulados. O debate que precisa ser feito é claro: onde falhamos? E
principalmente, quem assumirá a responsabilidade por um modelo de
desenvolvimento que não consolidou sequer a produção básica do Estado?
O acreano merece mais do que
discursos ambientais e promessas de desenvolvimento sustentável no papel.
Precisa de políticas públicas que transformem potencial em produção real, renda
no campo e autonomia alimentar para a população Acreana. ACORDA POVO.