A disputa nos bastidores das convenções que pode definir o futuro do STF e do governo Lula e Flavio

No dia 4 de outubro, o eleitor votará em dois nomes para o Senado e não um só, como em 2022, além de escolher candidatos a deputado federal e estadual (ou distrital, no caso do DF); governador e presidente da República. E são essas duas vagas ao Senado, q

Da Redação | 24/07/2026

A disputa nos bastidores das convenções que pode definir o futuro do STF e do governo Lula e Flavio

O eleitor brasileiro não representa nada para os partidos nessas decisões (Foto: Ton Molina/Agência Senado)

A Casa pode ser renovada em até dois terços, com 54 das 81 cadeiras em disputa. Esse cenário e a possibilidade de um espectro político assumir a maioria das cadeiras e até a Presidência do Senado coloca um peso adicional nas convenções partidárias estaduais.

Até 5 de agosto, os pré-candidatos ao Senado serão definidos pelas siglas nos estados, junto com os escolhidos para a disputa ao Executivo os registros de candidatura junto à Justiça Eleitoral seguem até 15 de agosto. Apesar da proximidade do prazo, restam incertezas na composição das alianças.

A "repartição do poder" nas convenções é ai que o perigo dorme

A analista política especializada em processos eleitorais Yolanda Tolentino avalia que a renovação da Casa elevou a disputa estadual ao protagonismo nacional devido ao deslocamento do Senado para o centro do conflito entre os Poderes. Segundo a Constituição Federal, os senadores têm a prerrogativa de abrir processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e aprovar ou não os indicados pelo presidente da República à Suprema Corte.

“Com três aposentadorias ([no STF) até 2030 e uma fila de pedidos de impeachment de ministros represada, a Casa concentra o poder de arbitrar a relação entre Executivo, Legislativo e Judiciário. A oposição leu isso primeiro e fez do Senado sua aposta central. A pauta nacionalizou uma disputa que é, formalmente, estadual”, analisa.

Além disso, Tolentino ressalta que os pré-candidatos à Presidência da República tendem a influenciar as articulações para obter a maioria no Senado, seja para construir a governabilidade de uma eventual gestão presidencial, seja para fortalecer a oposição. De acordo com ela, isso leva os comandos nacionais a intervir diretamente nas convenções estaduais.

“Com uma vaga, o partido busca um nome de consenso. Com duas, precisa acomodar governo, vice e dois senadores na mesma mesa. A convenção deixa de ser homologação e vira o momento em que se reparte todo o poder”, completa a analista.   

O sistema está fazendo de tudo para enfraquecer Flavio Bolsonaro nessa insistência de envolvimento com Vorcaro, quando o atual presidente já foi mostrado seu envolvimento, mas o sistema passa panos quentes por que eles querem continuar destruindo o país simbolicamente governado pela a esquerda.